Sobre o estudo mencionado no post acessível no link supra, baseado na análise de 11 milhões de anúncios de emprego, entre 2018 e 2024, que mostrou que as empresas cada vez mais preferem competências a diplomas académicos, é pertinente divulgar um livro de uma investigadora da Universidade de Harvard, fundadora de um Laboratório de Design Educacional, a qual questiona a utilidade dos cursos de 4 anos https://hep.gse.harvard.edu/9781682539521/who-needs-college-anymore/
Independentemente daquilo que as empresas querem e de se saber quantos anos faltarão ainda para que isso se venha efectivamente a tornar uma realidade, é pertinente recordar neste contexto, as sábias e corajosas palavras do principal conselheiro científico do Governo Australiano, quando aquele afirmou, preto no branco, que a missão das universidades não passa por produzir diplomados prontos para o mercado de trabalho “producing job-ready graduates “isn’t universities’ job.” https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/01/the-university-of-future.html
Declaração de interesses – Se, como foi sugerido por Fuller, a tecnologia puder, um dia destes, sustentar a sociedade com um mínimo de trabalho, a verdadeira questão transita da produção para uma distribuição de recursos minimamente justa. A questão, passará a ser então, a de saber se a sociedade é capaz de transcender a sua identidade, baseada no trabalho intensivo, redefinindo a existência humana para lá da sua empregabilidade. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/02/university-mission-in-jobless-future.html
PS – Sobre a minha perspetiva, reproduzo abaixo um pequeno extracto retirado de um documento que em 2017 preparei para uma candidatura internacional e que posteriormente em 2019, depois de ter iniciado um blog, reproduzi no mesmo, ainda assim apenas de forma parcial: “…Initially established in medieval times with the noble mission to pursue a “triadic structure of human engagement with the world”, Truth (Academic Inquiry and Knowledge), Good (Ethics and Morality), and Beauty (Aesthetics and Culture), universities underwent a gradual evolution towards a more utilitarian purpose over time. While some managed to strike a delicate balance between their original ideals and practical utility, many universities lost their way. Continuing down this misguided path poses the risk of universities deviating from their true essence, resembling neither genuine educational institutions nor corporations. In my vision, universities play a distinctive role in inspiring, instilling hope, and nurturing the development of sustainable citizens essential for constructing the envisioned Type One Civilization—a society characterized by multiculturalism, tolerance, and a steadfast commitment to scientific progress…” https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/the-role-of-academia-towards-type-1.html