Na sequência do post anterior, acessível no link supra, onde comentei um interessante artigo, de dois investigadores da universidade de Cambridge sobre a descarbonização do ambiente contruído, aproveito agora para divulgar um outro artigo, de investigadores de universidades Alemãs e Suiças, que analisou a autossuficiência energética para 41 milhões de casas na Europa, tendo concluído que 53% poderão conseguir atingir essa condição com a utilização de painéis fotovoltaicos e baterias. O referido artigo menciona ainda que 2 milhões de habitações poderão desligar-se da rede elétrica até 2050. https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S2542435123004026
Paradoxalmente, os cenários referidos não são assim tão ambiciosos, quanto parecem à primeira vista, porque uma habitação desligada da rede e que produz a sua própria energia não constitui por si só um beneficio assim tão evidente, não só em termos de custos, mas principalmente em termos da necessidade imperiosa de descarbonização do parque edificado, que implica descarbonizar os próprios materiais de construção. Trata-se de um tema importante, que infelizmente muitos esquecem, como por exemplo o “adiantado mental” que há alguns tempos atrás eu critiquei aqui https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/03/addressing-euronews-oversight-essential.html