“The stars made our minds, and now our minds look back”

Douglas C. Youvan, now 70, earned a PhD in biophysics from the University of California, Berkeley in 1981, where he conducted pioneering research in photosynthesis. He later served as an associate professor of chemistry at MIT, specializing in the spectral analysis of photosynthetic bacteria. Over the course of his scientific career, he authored 66 peer-reviewed articles indexed in the Scopus database, the last one was published in 2001.

But then, things took an unusual turn. Starting in March 2023 and continuing through May 18, 2025, Douglas Youvan embarked on an obsessive ResearchGate posting spree. He uploaded multiple entries each day—covering quantum physics, AI, mathematics, philosophy, theology, and ethics—and ultimately amassed an astonishing 3,800 publications.

What makes the story more intriguing is a recent essay in Big Think, where five respected senior scientists — Brian Swimme, Marcelo Gleiser, Alan Lightman, Nahum Arav, and Joel Primack — reflect on how modern cosmology shapes our understanding of meaning, ethics, and human identity. 

In a piece where the word spiritual appears seven times, the tone is unmistakably contemplative. Physicist Alan Lightman—formerly at Harvard and now a professor of the practice of the humanities at MIT—offers an insight worth quoting: “We…are the only way the Universe can observe itself ”. 

Let´s not forget that several renowned physicists – Heisenberg, Pauli, Schrödinger and even Einstein – spent their later years striving to bridge rigorous scientific work with life’s existential questions that lie beyond empirical proof.

Curiously, a concept proposed in one of Youvan’s recent publications — The Æthervault Nexus — appears to echo many of the same themes, suggesting that meaning emerges through complex phenomena that unite spirituality, cosmology and quantum mechanics.

Update – On November 13, Maria Strømme, Professor of Materials Science and Nanotechnology at Uppsala University, published in the physics journal AIP Advances a bold mathematical vision of consciousness as a fundamental field. Her work resonates with a growing cosmological awakening in which the universe is not merely governed by equations, but capable of self-observation and meaning—echoing Alan Lightman’s self-aware cosmos and Youvan’s Æthervault Nexus, where reality, consciousness, and purpose emerge as inseparable.

A mentira é a nova verdade: Assim escreve um catedrático convidado da Nova SBE

https://pachecotorgal.com/2025/05/31/portugal-mais-prospero-ou-mais-pobre-as-duras-licoes-do-livro-sobre-o-investimento-portugues-em-ciencia/

Para lá dos dois artigos mencionados no post supra, o semanário Expresso continha também um artigo bastante interessante, com autoria de um catedrático convidado da Nova SBE, do qual reproduzo o seguinte excerto, que nesse artigo se segue a um alerta de uma investigadora da Universidade de Stanford: “Já não basta relativizar ou distorcer os factos. Propõe-se agora que a própria verdade perca estatuto enquanto critério de validação colectiva…a mentira…é uma edição permanente da realidade feita em nome da estabilidade subjectiva e da coesão simbólica…o falso gera conforto. O que a IA promete é um regresso ao útero simbólico…”

No presente contexto entendo como especialmente pertinente recordar um post anterior de Janeiro de 2024, sobre um singular artigo publicado na conhecida revista The Economist, que alterou para a dificuldade em impedir a falsificação da realidade, num mundo dominado pela IA, o que é suficiente grave para levar a uma alteração significativa da natureza da missão universitária https://pachecotorgal.com/2024/01/27/ai-has-radically-changed-the-core-university-business-shifting-focus-from-teaching-and-publications-to-assessment-curation-and-mentoring/

PS – Hoje mesmo no jornal Público, o antigo Presidente do IST e actual Presidente do INESC, num artigo particularmente oportuno, questiona se pretendemos uma abordagem da IA, que valoriza a supervisão humana, o juízo crítico e a responsabilidade ética (centauro) ou em alternativa uma fusão profunda entre o ser humano e a IA, onde a cognição se torna híbrida, com interfaces cérebro-computador e simulação de mentes humanas em computador (ciborgue). A resposta a essa pergunta é mais ou menos evidente, pois se numa democracia a primeira opção é a única que faz sentido, já nos países onde vigoram sistemas ditatoriais é muito provável que optem pela segunda. 

Portugal mais próspero ou mais pobre ? As duras lições do livro sobre o investimento Português em ciência

https://expresso.pt/opiniao/2025-05-29-abrir-caminho-num-mundo-fechado-o-desafio-da-competitividade-portuguesa-c703a8d1

Na secção de economia do semanário Expresso, um professor da universidade do Minho, antigo Ministro de Economia, avisa que a única forma do PIB de Portugal conseguir convergir em termos europeus requer uma subida do investimento em I&D “de 1.7% para próximo de 3% do PIB, como na Alemanha ou na Suécia”. O problema está porém mal definido à partida, porque os tais 1.7% são uma pura ficção, sem qualquer adesão á realidade dos factos.

Foi isso pelo menos que defendi repetidamente em mais de uma dezena de posts anteriores, ao longo de vários anos, que o valor da despesa Portuguesa total em investigação é uma farsa grotesca, vide por exemplo dois posts de um certo mês de Agosto, de títulos: “O nada surpreendente (mas suspeito) recorde de créditos fiscais por conta de actividades de investigação” ou ainda  “Carlos Fiolhais e as fake news da “pujante” investigação empresarial Portuguesa”

Felizmente para mim (infelizmente para todos nós) é que é também isso que agora se pode concluir da leitura na mesmíssima edição do semanário Expresso num interessante artigo de título Investimento das empresas em ciência é uma “ilusão”, no qual se divulga um livro que será lançado na próxima semana, onde se critica os benefícios fiscais das empresas por conta de investimento em fundos de capital de risco, num montante de quase 2500 milhões de euros. Um tema que abordei num post de 2022 de título “O esquema ardiloso que permitiu que houvesse quem tenha empochado milhões de euros por conta de alegadas actividades de investigação empresarial”

PS – A única certeza que é possível ter em termos de despesa de investigação em Portugal é a da parcela pública, que não vai além de um valor miserável de 0.3% do PIB (com tendência para baixar, vide a recente denúncia de dezenas de unidades de investigação sobre cortes de quase 70%)  e que há uma década e meia atrás, chegou a ser superior a 0.5%, uma situação paradoxal que compromete de forma evidente o futuro do nosso país. Comparem-se esses 0.3% do PIB em despesas públicas em investigação, com o facto deste Governo ambicionar gastar quase 12 vez mais (3,5% do PIB) em despesas militares, valor esse que, pasme-se, até pode subir para 5%, quase como se Portugal estivesse na eminência de ser invadido pela Rússia  https://expresso.pt/politica/defesa/2025-05-27-governo-admite-gastos-de-5-em-defesa-o-que-montenegro-dizia-ser-inexequivel-15f29964

Os médicos salafrários que se aproveitam do SNS para se tornarem milionários

Há algumas décadas atrás a medicina em Portugal não fazia ninguém rico e por conta desse facto essa profissão atraia somente pessoas que realmente gostavam dessa profissão (leia-se missão). De lá para cá porém a medicina mudou muito no pior sentido e agora temos médicos no SNS que conseguem ganhar 50.000 euros num único dia. E como hoje mesmo se ficou a saber através da SIC, aquele não é um caso único, pois haverá afinal muitos médicos a aproveitarem-se do SNS para ganharem fortunas. https://sicnoticias.pt/pais/2025-05-28-video-medicos-contornam-sistema-para-ganhar-mais–ordem-admite-aproveitamento-gestores-hospitalares-pedem-novas-regras-7a9b6fda

E depois ainda temos que passar a vida a ouvir as queixas hipócritas dos sindicatos dos médicos a dizerem que ganham pouco.  Pois ganham, se o seu termo de comparação for o tal médico que ganhou 50.000 euros num único dia, mas se isso fosse verdade não tínhamos em Portugal muitos médicos, quase dois mil, que vieram da Espanha e da Itália, países muito mais ricos do que o nosso. A verdade é que eles nunca viriam para Portugal se fosse para ganharem menos do que ganhariam no seu país https://expresso.pt/sociedade/2019-12-07-Numero-de-medicos-estrangeiros-em-Portugal-e-o-maior-de-sempre-1

Quem sabe, talvez estes escândalos possam ter um lado positivo, o de criarem um ambiente propicio que permita que os hospitais comecem a utilizar algo que os médicos (e o seu Bastonário) odeiam, inteligência artificial, que não só já é utilizada em dezenas de hospitais na China, com resultados bastante positivos, mas também em vários países europeus, como a Espanha, a França, a Itália, o Reino Unido, a Irlanda e a Holanda. Pelo menos a inteligência artificial não sente, como sentem muitos médicos, repulsa pelos doentes. Já para nem falar que um estudo de investigadores Suíços, publicado na semana passada, mostrou que em testes de empatia, vários modelos de IA, mostraram um desempenho muito superior ao de humanos  https://www.nature.com/articles/s44271-025-00258-x

Declaração de interesses – Declaro que nutro desprezo e sinto inclusive repugnância por muitos membros da classe médica, como por exemplo por aqueles que foram mencionados aqui  https://pachecotorgal.com/2023/10/12/apresentacao-de-queixa-e-pedido-de-esclarecimentos-ao-presidente-do-conselho-de-administracao-do-centro-hospitalar-universitario-cova-da-beira/ ou aquelas centenas que foram caçados pela Policia Judiciária, ou aquele que num único ano prescreveu 1 milhão de euros de receitas de forma fraudulenta https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/a-mafia-da-medicina.html

PS – É claro que nem todos os médicos tem como único objectivo de vida maximizar o tamanho da sua conta bancária, há felizmente alguns deles que efectivamemte nasceram para a medicina, como por exemplo este médico aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/04/os-medicos-que-nasceram-para-o.html

Aditamento em 29 de Maio – No seu blogue o catedrático jubilado Vital Moreira escreve sobre o caso supracitado exigindo um inquérito parlamentar e afirmando com toda a razão que: “O SNS não pode continuar ser vítima da sacanice de alguns prestadores de serviços e da incompetência e irresponsabilidade das cadeias de controlo, direção e gestão” https://causa-nossa.blogspot.com/2025/05/sns-em-questao-29-inquerito-palamentar.html

Péssimas noticias para recém-diplomados: Relatório mostra que dezenas de milhões de empresas preferem apostar na Inteligência Artificial

https://www.signalfire.com/blog/signalfire-state-of-talent-report-2025

Um recente relatório sobre contratações na área tecnológica, tendo por base mais de 80 milhões de empresas, traz péssimas noticias para os recém-diplomados em Portugal, que pensam em emigrar, pois o mesmo revela que a contratação de recém-diplomados caiu mais de 50%. As “culpas” podem ser assacadas à incerteza económica e à inteligência artificial, o que está a levar os empregadores a só admitirem contratar jovens diplomados com um mínimo de dois anos de experiência, havendo quase 40% que dizem que preferem antes apostar na inteligência artificial do que contratarem diplomados sem experiência. Em termos de contratações, a preferência principal do mercado de trabalho vai para quadros com elevada experiência: Right now, the only type of employee anybody’s interested in hiring is a relatively heavyweight senior person who is very technical,”

Sobre as mudanças nas intenções de contratação nas áreas tecnológicas, também vale a pena revisitar o estudo que divulguei anteriormente, o qual analisou 11 milhões de anúncios de emprego e que confirmou que os empregadores estão agora muito mais interessados em profissionais com efectivas competências reais e bastante menos em diplomas, uma situação que se percebe melhor, pelo facto de hoje mesmo o catedrático jubilado Robert Reich, ter defendido no seu blogue, que muitos dos empregos do futuro não necessitarão de uma formação de ensino superior “A four-year college degree isn’t necessary for many of tomorrow’s good jobs”

É claro que o péssimo panorama acima descrito não é idêntico para os jovens diplomados de todas as áreas, desde logo pelo facto da inteligência artificial não afectar de forma negativa todas as áreas por igual e por outro porque na secção de economia da última edição do semanário Expresso, o Bastonário da Ordem dos Engenheiros revelou que na área da engenharia civil, há um défice de profissionais, pois o número de engenheiros que se aposenta a cada ano é superior ao número daqueles que as instituições de ensino superior estão a formar. Tenha-se presente que se trata de um curso que até 2012 aceitava mais de um milhar de candidatos e depois passou a receber apenas poucas centenas. 

PS – Sobre o importante e predominante tema da inteligência artificial aproveito para actualizar a produção científica (indexada) das instituições de ensino superior de Portugal, ao longo dos últimos dois anos e meio. Vide lista infra, onde se fica a saber que há três universidades (U.Minho, UTAD e UBI) que evidenciaram um elevado crescimento acima de 60%, relativamente à produção científica que tinha sido registada há seis meses atrás. Já a nível mundial a universidade que mais produziu nos últimos dois anos e meio foi a conhecida e prestigiada Harvard Medical School com 630 publicações indexadas.

Univ. do Porto……………169  publicações indexadas

Univ. de Lisboa………….126

Univ. do Minho……………82

Univ. de Coimbra………..82

Univ. Nova…………………69

Univ. de Aveiro…………..65

ISCTE……………………….54       

UTAD………………………..47      

Inst. Pol. do Porto……….41   

Univ.  Beira Interior…….36

Inst.Pol. de Bragança….24       

Inst. Pol. de Leiria……….22   

Inst. Pol. de Lisboa……..16

IPCA…………………………13

UALG……….…..……….…13

Inst. Pol. de Coimbra…..13

Inst. Pol. de Setúbal…….11

Inst. Pol. Santarém……..10 

Inst. Pol. de V.Castelo…..8

Inst. Pol. de Portalegre….8          

Univ. da Madeira………….8 

U.de Évora………………….6

Univ. Aberta………………..5

Inst. Pol. de Viseu………..5        

Inst. Pol. de Tomar……….5

Univ. dos Açores………….4

Inst. Pol. de C.Branco….3   

Inst. Pol. de Beja………….2         

Inst. Pol. da Guarda……..2  

Science – The Persistent Disruption Metric, Nobel Minds and China’s Long Game

https://pachecotorgal.com/2023/01/08/a-large-study-based-on-45-million-papers-and-3-9-million-patents-claims-that-science-is-becoming-much-less-disruptive/

In a previous post (linked above), I challenged the metrics of a massive study—spanning 45 million articles and 3.9 million patents—that concluded science is becoming markedly less disruptive. A newer analysis paints a far more optimistic picture: truly groundbreaking studies that persistently disrupt scientific paradigms are on the rise.  By introducing a “persistent disruption” metric—one that rewards enduring influence instead of transient citation spikes—its authors show these rare, transformative papers have climbed 500% since 2000. High persistent disruption scores also correlated with other hallmarks of originality, including recognition by Nobel Prizes, the authors found. https://www.science.org/content/article/research-may-be-increasingly-incremental-studies-making-lasting-paradigm-shifts-are 

Still on the topic of science, it’s worth highlighting a recent article published in the latest edition of The Economist about how Chinese universities are attracting Western researchers.  Moreover, just last year, a Chinese University attracted a Nobel Prize–winning French physicist—and now, Ardem Patapoutian, the 2021 Nobel laureate in Medicine and current researcher at the Scripps Research Institute in California, visited my country at the invitation of the Champalimaud Foundation and the Calouste Gulbenkian Foundation. In an interview published yesterday in the Portuguese newspaper Publico, he revealed that China has offered him a 20-year research endowment. https://www.publico.pt/2025/05/24/ciencia/entrevista/ardem-patapoutian-eua-ha-movimento-inexplicavel-ciencia-2133956?ref=hp&cx=manchete_2_destaques_0

PS – A few days ago, the Bruegel think tank dropped a bombshell report exposing Europe’s pathetic failure in the global tech war. If, on top of this, Europe continues to lose its top scientists to China, it risks sliding into complete irrelevance.

Quais são as magnas responsabilidades da Academia quanto a tentar evitar um ataque eminente das forças do obscurantismo ?

https://www.economist.com/science-and-technology/2025/05/21/trumps-attack-on-science-is-growing-fiercer-and-more-indiscriminate

Um artigo publicado na última edição da conhecida revista The Economist informa que o ataque de Trump à ciência, que vê como inimiga, está a tornar-se cada vez mais feroz e indiscriminado. Vide link supra.  

Contudo nós por cá ainda só demos conta da parte “positiva” desse ataque, o da fuga de cientistas para a Europa, esquecemos porém, como é que esse ataque está a inspirar a extrema-direita noutros países a copiar as acções do mesmo Trump, exactamente como já acontece na Holanda, o país onde a extrema-direita está a tentar concretizar um ataque sem precedentes à academia  através de cortes orçamentais substanciais,  encerramento de cursos, despedimentos, e ameaças à autonomia académica, vide link para um recente artigo publicado na prestigiada revista Science, https://www.science.org/content/article/new-dutch-right-wing-coalition-cut-research-innovation-and-environmental-protections 

Em Portugal, a extrema-direita ainda nem sequer chegou ao poder, mas os cortes de financiamento, esses já chegaram em força ao ensino superior, como foi denunciado pelos Reitores da UMinho e da ULisboa num artigo no jornal Público no passado dia 17 (artigo esse que divulguei nesse mesmo dia), onde até se escreveu que as unidades de investigação foram vítimas de uma armadilha https://www.publico.pt/2025/05/17/ciencia/opiniao/sistema-cientifico-risco-rutura-2133334?ref=ciencia 

Assim sendo, é legitimo perguntar o que é que a Academia deverá fazer, para evitar que a extrema-Direita Portuguesa se possa tornar Governo em Portugal ?

A resposta a essa pergunta, que dá título a este post, e que alguns parecem não conhecer ou sequer querer conhecer, até a inteligência artificial a sabe de cor: 

“O dever de um académico diante do crescimento de um partido de extrema-direita é, fundamentalmente, ético, cívico e intelectual. Diante desse cenário, o académico deve exercer com coragem a sua responsabilidade social, atuando como uma referência crítica — um farol orientador — no debate público. Isso implica mobilizar o seu conhecimento para esclarecer a sociedade sobre os riscos que tais movimentos representam para a ciência, a liberdade de pensamento e as instituições democráticas. Tal posicionamento envolve não apenas uma manifestação pública fundamentada, mas também o fortalecimento de redes institucionais e de solidariedade entre pares, além do compromisso com uma educação que promova o pensamento crítico, a cidadania e a defesa dos valores democráticos

Mas quando falo em Academia, falo concretamente das instituições de ensino superior do Norte de Portugal – a única zona deste país que foi capaz de resistir à maré obscurantista iniciada no Algarve e que já conseguiu contaminar o Sul de Portugal – os quais tem especiais responsabilidades no sentido de garantir que o Norte seja capaz no futuro de continuar a resistir a essa “invasão”, pois infelizmente os académicos das instituições do Sul, fizeram pouco ou pelo menos não fizeram o suficiente para impedir o crescimento da extrema-direita, naquela zona do país.

Blueprints of Breakthroughs – Tracking the Unseen Origins of Tech Revolutions

A recent study published in Scientometrics presents a two-stage method for identifying breakthrough innovations by analyzing how knowledge is connected and reused. The authors introduce the IPC-PKS algorithm, which measures how closely patents are related by tracking both direct citations and more subtle knowledge links. 

The approach uncovered 723 breakthrough cases—mostly involving creative combinations of existing knowledge. Follow-up analysis showed that these breakthroughs were strongly linked to real-world impact, based on how often they were cited later. https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-025-05276-4

PS – I reached out to the authors, surprised that they hadn’t cited the study published in Nature Communications, which demonstrates that novelty often arises from combining familiar elements. That work introduced the concept of higher-order novelties—first-time pairings of existing components—and employed higher-order Heaps’ exponents to quantify how rapidly such combinations emerge over time. https://pachecotorgal.com/2025/02/01/the-hidden-equations-behind-scientific-progress-the-art-of-engineering-serendipity/

A empresa que vale mais de 8000 milhões, emprega mais de 1000 cientistas incluindo em Portugal e que tem sede no Zoom

https://pachecotorgal.com/2025/01/12/como-gerir-o-talento-em-portugal-copiar-a-receita-da-pobre-bulgaria-ou-a-da-finlandia/

Ainda sobre o post supra, acerca dos quase 1 milhão de Portugueses que estão em regime de teletrabalho, valor esse porém que ainda está longe da percentagem da Finlândia, o país que na Europa, não por acaso, possui a maior percentagem de trabalhadores em regime de teletrabalho, faz sentido divulgar um interessante artigo publicado na revista Visão, acerca de empresa de biotecnologia (BeiGene), avaliada em mais de 8500 milhões de dólares, na qual o teletraballho constitui uma aposta fundamental, como se pode perceber pelas declarações do seu fundador, John V. Oyler, um engenheiro formado no conhecido MIT: “A sede da nossa empresa fica no Zoom…estamos em todos os lugares e em lugar nenhum..”

Por conta desse trabalho remoto a referida empresa, em que 1100 investigadores fazem tudo (em termos de análise de dados) na sua casa, consegue ter ganhos de eficiência em termos de tempo até 50% e de até 30% em termos de custos. E se dúvidas ainda houvesse sobre a forma como essa multinacional encara o teletrabalho, basta atentar no teor das declarações do Director-Geral da BeiGene para Portugal: “a partir do momento em que vemos que o trabalho está a ser feito, não me interessa se a pessoa o faz na piscina”.

How Universities Got Crushed by Generative Artificial Intelligence and What Comes Next

Building on the previous post about an innovative, theory-based approach that uses fast, interactive sessions to enhance critical thinking and collaboration, it’s worth highlighting a recent paper by researchers from Vienna University published in the journal Project Leadership and Society

The study identifies three key hurdles higher education faces in closing the AI skills gap. First, student cohorts are wildly varied—attitudes and fluency differ by gender, discipline, age, socio-economic status and location—so one-size-fits-all frameworks fail. Second, many faculty lack clear policies, resources and AI experience, so they hesitate to embed AI tools. Third, formal curricula and validation processes move too slowly to match rapid AI advances. 

To take action now, simple, teacher-led strategies are key. Encouraging students to share their Generative AI knowledge through peer learning helps build confidence. Working together, teachers and students can create AI lessons and ethics talks that make the most of students’ skills. Quick, flexible activities like short workshops, easy assignments, self-paced modules, and hackathons provide focused AI experience without much hassle. These practical steps won’t fix everything overnight but can make a real difference now and pave the way for bigger AI education changes. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2666721525000080#sec3

PS – This context also calls for a reminder of the previous post “The Twin Forces Leaving Many Universities Struggling to Remain Relevant—or Even Facing Financial Ruin”

Update on May 21 – A paper published today in the journal Teaching and Teacher Education found that pre-service teachers’ AI acceptance divides into four TAM-based profiles—High Acceptors (19.2 %), Cautious Supporters (54.3 %), Skeptics (16.6 %), and Pragmatic Adopters (9.9 %)—all sharing high privacy concerns but differing in perceived compatibility, transparency, complexity, and digital competence. The authors argue for tailored support—peer mentoring, empirical demonstrations, simplified interfaces, and institutional incentives—to optimize AI integration in teacher education. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0742051X25001635#sec6