Tribunal da Relação acaba com a pretensão de indemnização reclamada por filho de catedrático e neto de catedrático

O post mais visitado deste blogue tem data de 3 de Fevereiro de 2022 e divulgou na altura um incompreensível processo disciplinar que a Universidade de Lisboa instaurou e através do qual condenou, um corajoso professor associado com agregação daquela universidade, de nome Jorge Duarte Pinheiro, porque alegadamente aquele teria dito algo sobre os critérios de contratação de Assistentes, que um Assistente (filho de catedrático e neto de catedrático) entendeu que ele não poderia ter dito. https://pachecotorgal.com/2022/02/03/professor-associado-com-agregacao-condenado-em-processo-disciplinar/

Não contente com o referido e injusto processo disciplinar, o dito Assistente, filho de catedrático e neto de catedrático, avançou para tribunal exigindo uma pequena indemnização de 15.000 euros, por conta de uma alegada afronta ao seu direito à honra, bom nome e reputação.

Quanto ao processo disciplinar o professor Jorge Duarte Pinheiro, felizmente já conseguiu anulá-lo em tribunal administrativo. E quanto ao pedido de indemnização, esse foi negado pelo tribunal da primeira instância, há um ano atrás, tendo eu divulgado essa sentença em 2 de Julho num post de título “A amarguíssima sorte de um filho e neto de catedráticos”. Essa sentença viria posteriormente a ser objecto de um artigo na revista Sábado em 18 de Julho. https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/tribunal-decide-que-professor-da-fdul-tem-direito-a-liberdade-de-expressao

Nada convencido com a argumentação jurídica que sustentou a decisão do tribunal de primeira instância, o dito Assistente, filho de catedrático e neto de catedrático, recorreu dela para o Tribunal da Relação, felizmente porém que acabei ontem de ser informado pelo Colega Jorge Duarte Pinheiro, que os três juízes desse Tribunal que apreciaram o recurso, decidiram confirmar a sentença recorrida. O Acórdão de 82 páginas do Tribunal da Relação de Lisboa está acessível no link https://drive.google.com/file/d/1HwfE8TZh6EiGKiZKBbHsUCj3m82uFKxq/view

PS – Há duas semanas atrás, escrevi sobre “Os Portugueses manhosos que andam cá para encher o bolso e os Portugueses audaciosos que pagam do seu bolso para defender o interesse público“, como é evidente o o professor Jorge Duarte Pinheiro, pertence obviamente ao segundo grupo, pois pagou do seu próprio bolso, para fazer cumprir a justiça e dessa forma produzir jurisprudência, que ensina sem margem para dúvidas, quão amplos são em Portugal no século XXI, os limites da liberdade de expressão, inclusive quando manifestamente incomodam familiares de catedráticos.

Research Networks and Academic Growth: Insights for 8 Million Young Scientists

https://pachecotorgal.com/2024/07/15/nobel-prize-winner-advises-young-scientists-to-adopt-confident-arrogance/

Building on the discussion from the previous post about a distinguished French Nobel Prize laureate who encourages young scientists to cultivate confident arrogance as a strategy for career advancement, it is worth drawing attention to a study published on March 25 in the highly regarded Elsevier journal Research Policy. This research, based on data from 8 million young scientists, provides robust empirical evidence suggesting that young scientists seeking to establish themselves in global academic networks should strategically cultivate collaborations with domestic researchers who have strong international connections. 

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0048733325000629 

This finding highlights the pivotal role of academic social capital, revealing that even in the absence of direct international collaborations, young scientists can significantly benefit from the transnational networks of their local peers. This underscores the importance of leveraging existing academic relationships to facilitate international knowledge exchange and career development. 

P.S. – Also, check out the paper published on March 22 in the Elsevier Journal of Informetrics. The study reveals that career age moderates the relationship between knowledge depth and disruptive performance, while knowledge breadth enhances performance once a certain threshold is crossed. It underscores the importance of considering career age in innovation research. 

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1751157725000215#sec0019

Como se pode classificar um Magnífico Reitor que dá crédito a um ranking da treta ?

https://pachecotorgal.com/2025/03/25/catedratico-da-u-coimbra-compara-jovens-investigadores-a-remoras-que-se-alimentam-de-restos/

Na mesma edição do jornal Público, em que foi publicado o tal artigo em que um catedrático da universidade de Coimbra comparou os jovens investigadores a rémoras, vide post acessível no link supra, havia um outro artigo do Reitor da universidade de Aveiro, onde para meu espanto aquele achou boa ideia dar crédito ao inenarrável e imprestável ranking QS. 

Recordo que nos últimos anos divulguei criticas de conhecidos académicos sobre esse ranking, como o catedrático  Simon Marginson, da universidade de Oxford que afirmou que a sua metodologia não era suficientemente robusta, ou o catedrático David Blanchflower da Univ de Dartmouth que apelidou o ranking QS de lixo https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/06/jornal-publico-volta-dar-destaque-um.html e isso foi muito antes das universidades da Coreia do Sul terem decidido boicotar o referido ranking por conta de erros de cálculo  https://www.universityworldnews.com/post.php?story=20230704195008557

Será concebível ou sequer possível que o Magnífico Reitor da Universidade de Aveiro, não saiba que há apenas um ranking no Planeta Terra que contabiliza prémios Nobel (ranking Shanghai) e que não há excelência na investigação sem prémios Nobel, que é aquilo que aparece escrito num relatório do Parlamento Europeu sobre a excelência na investigação ?

Um artigo que peca por se ter esquecido de nomear os “bons” e os “maus” alunos

https://pachecotorgal.com/2025/02/20/investigadores-desenvolvem-exoesqueleto-solar-inovador-para-reabilitacao-energetica-e-arquitetonica-de-edificios-multifamiliares/

Na sequência do post anterior sobre  o desenvolvimento de um exoesqueleto solar inovador para reabilitação energética e arquitetónica de edifícios multifamiliares, faz sentido divulgar o artigo publicado há poucas horas no site Edificios e Energia, sobre um relatório da Comissão Europeia, que analisou o impacto que a eficiência energética teve no consumo de energia na União Europeia ao longo de uma década. Há porém várias coisas importantes que o artigo em causa não menciona, embora elas constem do relatório original. https://edificioseenergia.pt/noticias/relatorio-do-cci-conclui-que-os-estados-membros-devem-intensificar-politicas-de-eficiencia-energetica/

Que ao longo de uma década o consumo de energia no sector residencial da UE diminuiu apenas a miséria de 16% e que uma parte muito substancial dessa redução foi devida ao facto de ter havido Invernos menos rigorosos. Que no referido período houve “bons alunos”, que conseguiram elevadas reduções do consumo de energia como a Irlanda (-46%), Bélgica (-45%) e Dinamarca (-43%) mas também “maus alunos” como por exemplo Malta que teve um aumento do consumo de energia em edificios de 122%. Vide página 40  https://publications.jrc.ec.europa.eu/repository/handle/JRC139305

Aquilo que felizmente o artigo não se esqueceu de referir, foi que o relatório da Comissão Europeia recomenda que os Estados-Membros devem conceder incentivos financeiros e fiscais para a reabilitação energética profunda dos edifícios existentes. Uma recomendação que faz todo o sentido, especialmente para Portugal, onde tem existido uma politica aberrante de conceder incentivos fiscais aos empresários que comprem viaturas de luxo https://pachecotorgal.com/2022/06/03/estado-portugues-perde-milhares-de-milhoes-de-euros-em-beneficios/

PS – No presente contexto vale a pena revisitar o post anterior, onde se divulgou um estudo de investigadores da Suíça e da Alemanha, que analisaram o potencial técnico e económico de 41 milhões de habitações unifamiliares na Europa, para serem autossuficientes sem ligação à rede elétrica https://pachecotorgal.com/2024/10/23/german-swiss-study-shows-that-2-million-european-homes-could-abandon-the-electrical-grid/

Catedrático da Univ. de Coimbra compara jovens investigadores a rémoras que se alimentam de restos

Reproduzo abaixo um pequeno extracto de um interessante artigo do jornal Público, saído da pena de um corajoso catedrático (e vice-reitor) da universidade de Coimbra: 

“…há uma incapacidade de muitos jovens investigadores em sair de zonas de conforto, acreditando na providência, ou que o tubarão para quem trabalham pensa no seu futuro. Como uma rémora, peixe que se liga a um tubarão e se alimenta dos seus restos. A questão é que há sempre muito mais rémoras do que tubarões. E, apesar das juras que possa fazer, um tubarão apenas quer que haja rémoras que possa instrumentalizar, não está verdadeiramente preocupado com a carreira ou precariedade de qualquer uma delas…”  https://www.publico.pt/2025/03/24/ciencia/opiniao/danca-tubaroes-2125899

Neste contexto é bom recordar as palavras de um outro conhecido e corajoso catedrático, actualmente Reitor da universidade da Maia, que em 2018, denunciou num artigo no mesmo jornal Público, que aqueles que são beneficiados na Academia Portuguesa são os que fizeram favores aos mais velhos (leia-se aos tubarões). https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/06/endogamia-academica-e-viciacao-concursal.html

É importante ter presente que a lógica de tubarões e rémoras tinha sido quebrada pela FCT quando há alguns anos atrás instituiu concursos de investigadores,  somente com jurados internacionais, leia-se afastando dos júris todos os tubarões Portugueses, porém há poucos anos, através de um infeliz programa saído da mui fértil imaginação da catedrática Elvira Fortunato, quando a contratação de investigadores passou novamente a ser feita pelas universidades, os tubarões conseguiram finalmente voltar a integrar os júris dos concursos e a poder escolher à vontadinha as rémoras mais dóceis e ou mais familiares. Um retrocesso que esses tubarões muito agradecem, mas que Portugal pagará caro, porque é evidente que muitos investigadores talentosos preferirão ir trabalhar para universidades de topo lá fora, em vez de continuarem por cá a alimentar-se com os restos dos tubarões Portugueses

AI Research Productivity: Insights from 30 Countries in 2025

A search on Scopus reveals that in 2025, more than 16,000 publications included “Artificial Intelligence” in their title, abstract, or keywords. The USA and China lead the list of the most productive countries; however, when adjusted for population, their ranking drops to a much more modest position. Below is a list of 30 countries with at least 100 publications, ordered by the ratio of publications per million inhabitants.

PS –  One publication not indexed in Scopus is a preprint by researchers affiliated with Google, Imperial College, and Stanford University, titled Towards an AI Co-Scientist  The study explores how agentic AI systems can accelerate scientific discovery, particularly through an AI “co-scientist” that refines hypotheses using a structured generate-debate-evolve approach. Instead of relying on brute-force hypothesis generation, this system mimics scientific reasoning through iterative refinement, internal debates, and human feedback.

1 – Singapore………46 publications per million inhabitants
2 – Hong Kong…….40
3 – Norway……….…32
4 – Switzerland…….27
5 – UAE…………..…..27
6 – Finland…..……..27
7 – Ireland…….……..25
8 – Australia…………23
9 – Denmark………..20
10 – Portugal…….…20
11 – Sweden…….….20
12 – UK……………….19
13 – Netherlands…19
14 – Greece……….…17
15 – Saudi Arabia..16
16 – Jordan…………16
17 – Belgium……….16
18 – Austria…….…..16
19 – Canada……..…14
20 – Taiwan…………14
21 – South Korea…13
22 – Italy………….….13
23 – Spain….……….12
24 – Israel……………12
25 – Malaysia.….….12
26 – Germany………11
27 – United States..10
28 – France….………..7
29 – Romania….……6
30 – Poland………….5

O que é que falta a Portugal para se tornar um dos países mais felizes do Planeta ?

No passado mês de Janeiro, ao comentar o facto de haver 1 milhão de Portugueses em teletrabalho, divulguei dados do EUROSTAT, que colocam a Finlândia como o país europeu com a maior percentagem de teletrabalho. Pois bem, acaba de saber-se que no ranking mundial de felicidade a mesma Finlândia é líder pelo oitavo ano consecutivo, enquanto que Portugal, desgraçadamente, aparece na 60ª posição, abaixo da Nicarágua, da Argentina e do Paraguai  https://www.economist.com/graphic-detail/2025/03/20/lessons-from-the-happiest-countries-in-the-world

As razões para isso assentam em impostos bastante elevados (facto que reduz a pó a ladainha hipócrita da Iniciativa Liberal), politicas sociais que funcionam, um baixo nível de desigualdade, baixos níveis de corrupção e um sistema judicial justo e transparente. A única coisa que existe em Portugal, que mais se aproxima da Finlândia são somente os impostos, falta-nos por isso tudo o resto. Quer dizer, são elevados os impostos pagos pelos Portugueses que trabalham por conta própria, pois há muitos em Portugal inclusive com elevados rendimentos que pagam impostos mínimos, vide post “Professores universitários e investigadores pagam mais IRS do que as famílias super-ricas” https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/professores-universitarios-e.html

Tendo ainda em conta que no supracitado e extenso relatório de 260 páginas relativo ao ranking mundial da felicidade, a palavra generosidade é mencionada 17 vezes, merecendo destaque “happiness is more equally distributed in countries with higher levels of expected benevolence……generosity have large impacts on positive affect…”, faz todo o sentido relembrar um post anterior sobre algumas pessoas bastante generosas https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2025/03/a-ligacao-entre-um-portugues-hipocrita.html

Como é que os Portugueses podem ajudar a combater as canalhices do criminoso Trump

https://pachecotorgal.com/2024/11/06/faz-algum-sentido-que-os-contribuintes-portugueses-tenham-que-financiar-as-universidades-do-pais-do-sr-trump/

No passado dia 6 de Novembro, logo no dia imediatamente a seguir às eleições que elegeram o criminoso patife Trump, como o 47º presidente dos estados unidos da américa, questionei no post acessível no link supra, a indecente decisão do Governo de Luís Montenegro de ao mesmo tempo que cortou em 70 milhões o orçamento da ciência Portuguesa (numa dimensão a que nem o Passos Coelho se atreveu), decidiu continuar a utilizar os impostos dos Portugueses para financiar algumas universidades do país do criminoso velhaco Trump e pasme-se “…até vontade de as reforçar” (leia-se aumentar o financiamento). 

Pois bem o académico Norte-Americano Robert Reich, que citei em vários post anteriores, nomeadamente num post de 17 de Fevereiro, quando divulguei o seu artigo Decência em tempo de monstros, vem hoje explicar que a melhor maneira dos europeus ajudarem os Americanos é não ajudarem a financiar o criminoso safardana Trump https://robertreich.substack.com/p/how-our-global-friends-can-help

Pela parte que me toca, depois de no passado ter por diversas vezes criticado os Governos do PS, estou disponível para agora fazer algo que nunca fiz antes, votar no PS, bastando para o efeito, que o candidato a Primeiro-Ministro Pedro Nuno Santos, se comprometa a suspender os protocolos com as universidades do país do criminoso traste Trump, pelo menos até que aquele facínora infernal deixe de ser presidente. 

PS – A referida suspensão é especialmente importante se tivermos em conta o facto da Administração Trump considerar as universidades e os professores universitários o inimigo, leia-se, constituem um entrave à normalização das indecentes politicas da referida Administração.  

O mistério do estranho interesse de Nuremberga por um investigador Português

No inicio de Março, divulguei as localidades Portuguesas com maior afluência ao blogue que tenho alojado aqui, na plataforma WordPress. Entretanto decidi analisar relativamente a esse blogue, a dispersão geográfica dos visitantes de apenas oito países que abaixo se listam (entre os 160 que já visitaram o referido blogue, sendo que o Top 10 é constituído por EUA, Holanda, Finlândia, França, Reino Unido, Austrália, Áustria, Espanha, Canadá e China):

EUA……………..63 localidades

Espanha………..37 

India……………..25 

Itália……………..22 

Reino Unido…..19 

Alemanha………18 

Holanda…………17

China…………….12

Para esse efeito transmiti ao ChatGPT os nomes das 213 cidades, de cada um desses países e solicitei o cálculo de dois índices, o rácio do número de cidades por população do país (IDN) e o rácio do número de visitas da cidade com maior número de visitas, face ao total de visitas desses país (ICMC). Os resultados mostram que os EUA, a Espanha e o Reino Unido são os países que apresentam a maior dispersão geográfica, sendo a Holanda e China os países onde as visitas se concentram num reduzido número de localidades, Amesterdão no caso da primeira, que sozinha, é responsável por quase 90% do tráfego daquele país para o meu blogue e ZhengZhou e Shanghai no caso da China, cada uma destas com um tráfego que curiosamente é muito superior ao de Pequim. 

PS – Relativamente à Alemanha, não se percebe de todo, porque é que Nuremberga aparece no topo da lista, até porque uma pesquisa na base Scopus, sobre a afiliação dos investigadores Alemães que citaram as minhas publicações indexadas, mostra que as cinco primeiras são as Universidades técnicas de Darmstatd, Berlin, Dresden, Aachen e Munique

University of Copenhagen Study of 61,237 Mothers Ties Western Diets to ADHD and Autism Risk in Children

Building on my previous post, “If “You are what you eat”, but also “what your mother ate and your grandmother ate before her” what does it mean that the Czechs consume 500% less fish than the Portuguese?” it’s worth highlighting a recent study led by scientists from the University of Copenhagen has found a strong link between Western-style diets during pregnancy and an increased risk of neurodevelopmental conditions, including autism spectrum disorder (ASD) and attention deficit hyperactivity disorder (ADHD). 

The study analyzed data from 61,237 mothers and their children, examining how dietary habits during pregnancy correlated with the likelihood of children developing ADHD or autism. Even small shifts toward a Western diet—characterized by high consumption of fat, sugar, and refined foods, and low intake of fish, vegetables, and fruit—were associated with a notable increase in ADHD risk. In one cohort, a similar association was found with autism. Researchers accounted for potential confounding factors, such as genetic predisposition and the children’s own diets, strengthening the credibility of the findings. https://www.nature.com/articles/s42255-025-01230-z

PS – In August of last year, I revealed that a study by the Tax Justice Network shows that countries could generate nearly $2 trillion annually by implementing a wealth tax targeting the wealthiest 0.5%. This immense revenue could be a game-changer, providing governments with the crucial resources needed to tackle the devastating nutritional challenges in low-income areas—challenges that directly contribute to a rising tide of neurodevelopmental conditions in children born to mothers in these communities. By addressing these issues, we could create a future where every child, regardless of their background, is given a fair chance to thrive, free from the risk of neurodevelopmental conditions linked to poverty.