Decidi intentar uma ação administrativa contra o Estado Português para que aquele me pague uma indemnização

Corria o ano de 2014, quando a meu pedido um advogado do Snesup, patrocinou uma acção judicial de impugnação de um concurso, para um lugar de professor Associado na universidade do Porto. Dentro de poucos meses terão passado 10 (dez) anos sem que tenha havido uma sentença transitada em julgado nesse processo. Assim sendo, já solicitei ao mesmo advogado, que logo que seja juridicamente possível, intente uma nova acção, desta vez contra o Estado Português, por violação do Regime de Responsabilidade Civil Extracontratual do Estado e Demais Entidades Públicas, para que me pague uma indemnização por demora excessiva da justiça, num valor entre 1000 a 1500 euros por cada ano de atraso, incluindo juros de mora, exactamente como sucedeu no processo 1427/19.0BELSB que foi apreciado no Tribunal Central Administrativo Sul. 

O referido concurso foi ganho por um candidato que na data da candidatura tinha apenas 2 publicações Scopus e uma única citação! Nessa data, esse candidato nem sequer cumpria o requisito mínimo para Orientar teses de Doutoramento, na área da de engenharia civil, financiáveis pela FCT. Critério mínimo esse definido numa reunião, onde até estiveram presentes dois catedráticos jurados do referido concurso, sendo por isso muito difícil de entender que jurados que definem requisitos mínimos para Orientar teses de doutoramento, logo a seguir vão a um concurso destinado a selecionar um professor Associado, ajudar a escolher precisamente o candidato cuja escassa obra científica, nem sequer preenchia esse requisito mínimo. Se um mínimo de coerência (e de vergonha) tivesse havido esses jurados não poderiam ter deixado de dizer, que quem não preenche sequer requisitos mínimos para Orientar uma tese de doutoramento, muito menos os reúne para ser professor Associado.

É nestas alturas que se percebe que a endogamia académica em Portugal tem muita força, pois numa universidade europeia minimamente decente, jamais em tempo algum, alguém conseguiria chegar a professor Associado de um departamento de engenharia, com a científica miséria de duas publicações indexadas e uma citação, mas desta vez porém haverá um custo para os contribuintes de milhares de euros. É também importante que se diga que essa bizarrice terceiro-mundista só tem lugar em Portugal, porque o nosso país deve ser o único na Europa, com um elevado número de catedráticos cuja obra científica é objecto de desprezo por parte de investigadores estrangeiros. Em boa verdade e nos termos da minha proposta de Janeiro de 2020, já há muito que eles deveriam ter sido despedidos com justa causa.

PS – Ao longo dos referidos quase dez anos, venci vários concursos internacionais para investigador, fui selecionado para ir à final de um concurso para lugar de catedrático, numa conhecida universidade da Suécia, onde no entanto, por razões pessoais, decidi não estar presente e recebi ainda vários convites, que decidi não aceitar, como por exemplo para uma universidade Inglesa https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/05/professor-and-director-of-centre-in-low.html E note-se que esses convites tiveram lugar antes de Outubro de 2021, mês em que a Clarivate Analytics, decidiu escolher o meu perfil entre quase 30 milhões de investigadores registados naquela plataforma, e publicitou essa escolha, para servir como exemplo da importância da actividade de revisão de artigos científicos, o que significa que os referidos convites, em nada se ficaram a dever a esse invulgar acontecimento. 

GPT Awakens: Unveiling the Dawn of Synthetic Consciousness

Building upon the previous discussion, which delved into two noteworthy articles regarding GPT, one published in Nature referencing the infamous Unabomber manifesto, and the other in The Economist probing the depths of consciousness within GPT-4, I extend an invitation to explore a recent paper authored by a collective of nearly 30 individuals associated with diverse universities and research institutes.  This paper offers a thorough overview of diverse ongoing initiatives centered on the concept of synthetic awareness, all catalyzed by the EIC Pathfinder Challenge called “Awareness Inside“. That call has urged the scientific community to explore and achieve genuine awareness, pushing beyond conventional notions of perception of surroundings or self-awareness. 

Declaration of competing interests: I declare that I served as an EIC Pathfinder expert. A program designed to foster the exploration of “bold ideas for radically new technologies” embracing high-risk/high gain and interdisciplinary cutting-edge science collaborations.

Presidente do CRUP diz que faltam mais de mil milhões de euros ao ensino superior

https://leitor.jornaleconomico.pt/noticia/reitor-da-ua-os-contratos-a-celebrar-sao-permanentes-mas-o-financiamento-e-precario

O Jornal Económico de hoje contém uma entrevista feita ao catedrático Paulo Jorge Ferreira, Presidente do Conselho de Reitores-CRUP, onde aquele fala do grave subfinanciamento do Ensino Superior, onde faltam mais de mil milhões de euros, só para Portugal conseguir estar na média dos países da OCDE, pois é evidente que se a comparação fosse feita relativamente ao orçamento do Ensino Superior da Suécia o buraco seria de vários milhares de milhões de euros. Infelizmente, ele escusou-se a dar conselhos ao Governo, que agora irá iniciar funções, sobre onde é que se pode encontrar a verba para tapar aquele buraco. Felizmente, não é preciso procurar muito, basta copiar aquilo que se faz na Suécia, na área da fiscalidade, onde os grandes evasores fiscais são tratados como realmente merecem. Vide extracto de texto que abaixo se reproduz de um post anterior: 

“…uma analise a um período de 5 anos, mostra que a Suécia condenou mais de mil pessoas a penas de cadeia efectiva enquanto que no mesmo período a justiça Portuguesa aplicou penas de prisão, por fuga aos impostos, a apenas 83 pessoas, o que é 12 (doze) vezes menos…Sobre este importante tema recordo que na Alemanha há penas de cadeia efectivas para a fuga ao fisco superior a 1 milhão de euros, atenta porém a diferença salarial entre os dois países, então para Portugal o valor de fuga ao fisco que daria automaticamente pena de prisão deveria ser de 350.000 euros, sendo que essa pena só poderia ser evitada se o evasor fiscal pagasse a divida acrescida de uma multa de 100% do valor evadido, como acontece nos EUA, o país onde esconder dinheiro em contas off-shore dá direito a uma multa de meio milhão de dólares”

PS – O fisco Português também devia copiar o IRS Norte-Americano, que fez um anúncio público sobre a Dúzia Suja, isto é, sobre os 12 esquemas fraudulentos (sujos) de planeamento fiscal “agressivo” (leia-se evasão fiscal), e sobre aqueles sem escrúpulos, que vivem de vender esses esquemas de fuga às contribuições fiscais. https://www.irs.gov/newsroom/dirty-dozen-beware-of-abusive-tax-avoidance-schemes

Como conseguir lidar com uma catástrofe económica eminente de múltiplas origens

https://www.economist.com/finance-and-economics/2024/03/26/europes-economy-is-under-attack-from-all-sides

O artigo que consta da última edição da The Economist, acessível no link supra, e que até mereceu honras de capa dessa edição (com a Mona Lisa de cabelos eriçados, como se tivesse levado um choque), não poderia ser mais pessimista sobre o futuro da economia europeia, nele se afirmando que a mesma está sob ataque de todos os lados.  São eles o ataque militar Russo, também o recente ataque Chinês, levado a cabo com uma invasão de carros elétricos e finalmente uma possível futura eleição de Donald Trump que poderá aplicar tarifas aos produtos europeus. 

Infelizmente a revista The Economist esqueceu-se de mencionar também, o ataque interno constituido pelos partidos da direita radical, que querem acabar com a imigração, o que a acontecer traria consequências extremamente negativas para a economia europeia, que ainda por cima já tem de lidar com os ataques acima referidos. Note-se que no mês passado a famosa produtora de chips ASML, que emprega dezenas de milhares de pessoas na Holanda e factura biliões a cada ano, ameaçou abandonar aquele país, se o Governo Holandês, que agora está refém do racista  Geert Wilders (que recorde-se já foi condenado em tribunal por ódio racial), dificultar a vida aos imigrantes de que aquela empresa necessita https://www.politico.eu/article/europes-tech-champions-sound-the-alarm-over-migration-rhetoric/

Sobre a ameaça que constitui a invasão de carros eléctricos Chineses, registo que a revista The Economist não está tão optimista, como esteve o tal milionário Português, CEO da Stelantis, que disse acreditar que a China não quer originar um “banho de sangue” social, (pois o  o sector de produção de automóveis na Europa emprega quase 14 milhões de pessoas), pelo que irá continuar a manter o preço dos carros eléctricos a um nível similar ao dos carros elétricos europeus, e isto muito embora os consiga produzir com um custo bastante inferior.

Curiosamente, sobre este pessimista (leia-se realista) artigo publicado na revista The Economist a secção de economia do Expresso, que foi publicada hoje, diz nada. Ainda assim traz um interessante artigo de opinião, do Chefe do Estado Maior da Armada, sobre aquilo que é a verdadeira extensão da ameaça Russa e ainda uma noticia (esclarecedora) sobre o construtor de automóveis chinês BYD, que registou um lucro recorde de quase 4000 milhões de euros. Tenha-se presente que este fabricante conseguiu conquistar não só o galardão de Carro do Ano 2024, como a classe Elétrico do Ano e ainda o Prémio Design com o modelo BYD Seal. https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/automovel/detalhe/byd-seal-e-o-carro-do-ano-nacional-2024

Quando se pede ao ChatGPT conselhos sobre como lidar com os referidos ataques, a resposta é aquela que abaixo se reproduz. Sobre a mesma acho especialmente pertinentes o conselho relativo à necessidade do aumento da inovação, atento o post anterior, onde lamentei a tristeza de uma única empresa da Coreia do Sul (um país que em 1974 era muito mais pobre do que Portugal) investir muito mais dinheiro em investigação do que o Governo Português e todas as empresas Portuguesas juntas. 

  1. Strengthen Trade Defense Mechanisms: Europe should continue to monitor and address unfair trade practices, such as subsidies, dumping, and intellectual property violations by China. This includes imposing tariffs when necessary and working with international bodies like the WTO to enforce trade rules.
  2. Invest in Innovation and Technology: To remain competitive, European countries should prioritize investment in research and development, particularly in high-tech sectors. Encouraging innovation and fostering a conducive environment for startups and technology firms can help Europe maintain its edge in global markets.
  3. Promote Green Industries: Europe’s focus on transitioning to green industries should be intensified. This includes investing in renewable energy, sustainable manufacturing practices, and green infrastructure. By leading in these areas, Europe can create new economic opportunities while addressing environmental challenges.
  4. Diversify Trade Partnerships: Given the uncertainties surrounding trade relations with China and the United States, Europe should explore diversifying its trade partnerships. Strengthening ties with other regions such as Latin America, Africa, and Asia can mitigate the impact of disruptions in key markets.
  5. Support Economic Resilience: Governments should implement policies to support economic resilience, including measures to cushion the impact of energy shocks, trade disruptions, and potential tariffs. This may involve targeted stimulus packages, support for affected industries, and measures to boost domestic demand.
  6. Enhance Coordination within the EU: European countries need to work together to address common challenges and coordinate their responses effectively. This includes aligning policies on trade, investment, energy, and innovation to maximize collective impact and minimize vulnerabilities.
  7. Address Internal Challenges: Europe must also address internal challenges, such as political fragmentation, regulatory barriers, and labor market reforms. Strengthening governance, promoting labor mobility, and reducing bureaucracy can improve Europe’s competitiveness and resilience.
  8. Anticipate and Adapt to Changing Global Dynamics: European policymakers should closely monitor geopolitical developments and economic trends to anticipate future challenges and adapt accordingly. This includes staying agile in response to shifts in global trade patterns, technological advancements, and political dynamics.

The Economist – The impending economic armageddon in Europe

https://www.economist.com/finance-and-economics/2024/03/26/europes-economy-is-under-attack-from-all-sides

The article featured in the latest issue of The Economist, accessible through the provided link, paints a profoundly bleak picture of the European economy’s future, depicting it besieged from all angles. Notably, it underscores the Russian military incursion, the recent Chinese incursion manifested through an influx of electric vehicles, and the looming specter of a potential Donald Trump presidency, threatening tariffs on European goods.  

Regrettably, The Economist neglects to address an additional threat, the internal assault from radical right-wing factions seeking to halt immigration. This oversight is critical, as such a move would undoubtedly precipitate profoundly adverse ramifications for the European economy, already grappling with the aforementioned external pressures.

Last month, the renowned chip producer ASML, which employs tens of thousands of individuals in the Netherlands and generates billions in revenue annually, issued a threat to depart the country. This ultimatum stemmed from concerns that the Dutch government, currently under the influence of the racist Geert Wilders (who, it is worth noting, has previously been convicted in court for inciting racial hatred), would create obstacles for the immigrants essential to the company’s operations. https://www.politico.eu/article/europes-tech-champions-sound-the-alarm-over-migration-rhetoric/

When discussing the potential threat stemming from the emergence of Chinese electric cars, it’s worth noting that The Economist expresses less optimism compared to the perspective shared by a prominent Portuguese millionaire, CEO of the Stellantis group (overseeing 14 automobile brands with an annual turnover of $190 billion), who suggested that China, despite the capability to produce electric cars at significantly lower costs, will maintain pricing parity with European counterparts to avoid instigating a social ‘bloodbath”.

When seeking counsel from ChatGPT on how to confront these assaults, the response provided below proves invaluable. Notably, the recommendation to prioritize research and innovation resonates profoundly, particularly in light of the earlier discourse on how to foster creativity among scientists. 

  1. Strengthen Trade Defense Mechanisms: Europe should continue to monitor and address unfair trade practices, such as subsidies, dumping, and intellectual property violations by China. This includes imposing tariffs when necessary and working with international bodies like the WTO to enforce trade rules.
  2. Invest in Innovation and Technology: To remain competitive, European countries should prioritize investment in research and development, particularly in high-tech sectors. Encouraging innovation and fostering a conducive environment for startups and technology firms can help Europe maintain its edge in global markets.
  3. Promote Green Industries: Europe’s focus on transitioning to green industries should be intensified. This includes investing in renewable energy, sustainable manufacturing practices, and green infrastructure. By leading in these areas, Europe can create new economic opportunities while addressing environmental challenges.
  4. Diversify Trade Partnerships: Given the uncertainties surrounding trade relations with China and the United States, Europe should explore diversifying its trade partnerships. Strengthening ties with other regions such as Latin America, Africa, and Asia can mitigate the impact of disruptions in key markets.
  5. Support Economic Resilience: Governments should implement policies to support economic resilience, including measures to cushion the impact of energy shocks, trade disruptions, and potential tariffs. This may involve targeted stimulus packages, support for affected industries, and measures to boost domestic demand.
  6. Enhance Coordination within the EU: European countries need to work together to address common challenges and coordinate their responses effectively. This includes aligning policies on trade, investment, energy, and innovation to maximize collective impact and minimize vulnerabilities.
  7. Address Internal Challenges: Europe must also address internal challenges, such as political fragmentation, regulatory barriers, and labor market reforms. Strengthening governance, promoting labor mobility, and reducing bureaucracy can improve Europe’s competitiveness and resilience.
  8. Anticipate and Adapt to Changing Global Dynamics: European policymakers should closely monitor geopolitical developments and economic trends to anticipate future challenges and adapt accordingly. This includes staying agile in response to shifts in global trade patterns, technological advancements, and political dynamics.

Carbon manslaughter: The case against the super-rich

Twelve years ago, Nobel laureate in economics Joseph Stiglitz authored a groundbreaking book addressing the perils of inequality, a work that garnered attention in a notable piece in The Economist https://www.economist.com/books-and-arts/2012/06/23/an-ordinary-joe. 

Since then, the discourse surrounding this issue has evolved, with a shift towards more explicit language and concrete proposals. For instance, in a recent book, a professor at the University of Utrecht advocated for an ethical ceiling on individual wealth of 10 million euros

Similarly, an associate professor at King’s University College of Western University has argued for abolishing billionaires through significantly progressive tax measures https://www.amazon.com/Against-Inequality-Practical-Abolishing-Superrich/dp/0197670407

However, there’s one final stride required to galvanize public support for the criminalization and imprisonment of the super-rich.  Their offense is not merely the obscene accumulation of wealth, but rather a form of manslaughter. Take, for instance, the shocking statistic that the top 20 wealthiest individuals emit carbon at a rate 8000 times higher than the poorest billion.This surplus carbon directly contributes to the loss of countless lives, a grim reality unsurprising to those acquainted with the issue. For further insights, please consult the article titled Quantifying Global Greenhouse Gas Emissions in Human Deaths to Guide Energy Policy” https://www.mdpi.com/1996-1073/16/16/6074

PS –  It was precisely the foundational revelation of the aforementioned study, conducted by researchers from Canada and Austria, that brings to light a stark truth: for every 1000 tonnes of fossil carbon burned, one life is lost – which led me to assert that academics have a moral obligation to ensure that they are not implicated in the loss of any human life.

É urgente criminalizar os super-ricos por homicídio devido às suas emissões de carbono

Há 12 anos atrás o Nobel de economia J.Stiglitz foi autor de um livro versando o perigo da desigualdade, livro esse que foi comentado num artigo da revista The Economist https://www.economist.com/books-and-arts/2012/06/23/an-ordinary-joe

De lá para cá o tema foi ganhando tracção, mas a linguagem tornou-se mais “explicita”. Como se deu conta por exemplo num post anterior,  no qual se comentou o facto de uma catedrática da Universidade de Utrecht defender um limite ético de riqueza individual no valor de 10 milhões de euros, ou no facto de um professor associado do King’s University College da Western University, defender que é necessário “tratar da saúde” aos super-ricos através de impostos altamente progressivos https://www.amazon.com/Against-Inequality-Practical-Abolishing-Superrich/dp/0197670407 

Falta porém que seja dado um último passo, que comece a haver quem defenda a criminalização e a prisão dos super-ricos. O crime esse não é o de acumulação pornográfica de riqueza, mas sim o de homicídio, pois os 20 indivíduos mais ricos deste Planeta emitem 8000 vezes mais carbono do que os mil milhões mais pobres. E não é surpresa para ninguém que esse carbono em excesso é responsável pela morte de muitas pessoas, vide artigo “Quantifying Global Greenhouse Gas Emissions in Human Deaths to Guide Energy Policy”

PS – Foi precisamente a revelação fundamental do estudo acima mencionado, conduzido por investigadores do Canadá e da Áustria, que trouxe à luz do dia uma dura verdade: por cada 1000 toneladas de carbono fóssil queimadas, perde-se uma vida humana, que me levou a afirmar que neste contexto, os académicos têm a obrigação moral de garantir, que da sua conduta profissional e pessoal não decorre a perda de qualquer vida humana.

A solução preconizada por cientistas que pertencem ao “mundo da noite e da droga”

Num post anterior mencionei um interessante estudo, onde foi calculado o número de refugiados climáticos que devem caber aos países mais poluidores deste Planeta, e onde se fica a saber por exemplo que os países europeus mais poluidores são moralmente responsáveis pelo acolhimento de centenas de milhões de refugiados climáticos. 

Curiosamente, o referido estudo foi citado há alguns meses atrás num outro estudo de título Proposed solutions to anthropogenic climate change: A systematic literature review and a new way forward”, em que vários cientistas pertencendo a universidades de 15 países, incluindo os EUA, Reino Unido e Alemanha, analisaram mais de 400 referências bibliográficas, tendo proposto três linhas estratégicas de combate ás alterações climáticas. 

É absolutamente garantido que a primeira dessas linhas não agradará, de todo, ao engenheiro Eduardo Manuel Drummond de Oliveira e Sousa, que critiquei em 2019, por ter na altura afirmado publicamente, que aqueles que não são adeptos do consumo de carne de vaca pertencem ao “mundo da noite e da droga”  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/09/quem-e-contra-carne-de-vacae-o-mundo-da.html

Tendo em conta, que conforme se deu conta no tal post de 2019, Portugal é infelizmente um dos países onde a produção animal envolve a utilização de elevadas quantidades de antibióticos, e tendo em conta que esse facto contribui para um aumento das despesas de saúde para combater as infecções por superbactérias, que todos os anos matam mais do que a sida e a malária juntas (cuja disseminação é agravada pelas alterações climáticas) já há muito que se devia ter criado um imposto sobre o consumo de carne cuja receita revertesse para o Ministério da Saúde. 

PS – Como não podia deixar de ser, no próprio dia em que tomei conhecimento das vergonhosas (e absolutamente ignorantes) declarações públicas do engenheiro Eduardo Manuel Drummond de Oliveira e Sousa, formalizei uma queixa à Ordem dos Engenheiros. Sobre declarações ignorantes em particular, e sobre fake news em geral, também não seria má ideia criar um novo imposto, cuja gorda receita facilmente ajudaria Portugal a reduzir o seu elevado défice público. 

Ameaças de morte por conta de um artigo sobre um negócio das arábias envolvendo um político espertalhaço

Na semana passada divulguei um artigo, no qual um Português bastante corajoso, esclareceu com elevado pormenor, um negócio das arábias, envolvendo um ex-autarca do PS, marido de uma conhecida (e rica) ex-deputada do PS. Eis porém que hoje mesmo, o jornal onde foi publicado o tal artigo, informa que o seu autor afirma ter sido ameaçado de morte por conta desse artigo. 

Ser ameaçado de morte, por conta de um artigo de opinião, é algo com bastante valor, que equivale a uma medalha de cidadania e tem ainda mais valor quando nesse artigo se escreve sobre negócios das arábias envolvendo políticos. E esse valor é ainda maior num país como Portugal que é tão eficaz a produzir cobardes e onde são muito raros aqueles que tem coragem para escrever tais artigos. Recordo que em 2023, o Director da revista Sábado, escreveu que o jornalismo e a sociedade civil deste país, não tinham agradecido o suficiente a coragem de pessoas como o Paulo Morais e o professor Jónatas Machado. 

Aliás no presente contexto vale também muito a pena recordar que há poucos anos atrás a escritora Lídia Jorge divulgou uma frase que lhe foi transmitida pela Augustina Bessa Luís: “a coragem é um exercício superior que se pratica em solidão”.

PS – A supracitada (e rica) ex-deputada do PS, é a mesma cuja “carreira” mereceu há poucos anos ao corajoso João Miguel Tavares o seguinte comentário “Não há leis que resistam a uma cultura da desvergonha promovida e apoiada em simultâneo pela classe política e pela classe judicial”.

Should Europe feel “grateful” for Putin’s flagrant criminal actions?

Allow me to begin this post with a disclosure of my interests, articulated almost a month before Putin’s order for the invasion of Ukraine. I asserted that warmongering stands as the gravest offense within the realm of academic conduct https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/01/a-mais-grave-infraccao-academica-que.htm 

With this caveat in mind and reflecting on numerous prior posts where my profound disdain for Putin was unmistakable—posts which have, for instance, contributed to a decline in Russian visitors to this platform as discussed in a post of December 25—it is now imperative, given recent developments, to reassess Putin’s egregiously criminal deeds from an alternate standpoint. 

Recently, Bettina Stark-Watzinger, the German Minister of Education, asserted the necessity for German schools to ready children for the prospect of war. The backdrop to this assertion is the looming specter of war with Russia. Indeed, yesterday, the President of the European Council articulated that peace in Europe hinges on the populace’s preparedness for warhttps://www.consilium.europa.eu/en/press/press-releases/2024/03/19/if-we-want-peace-we-must-prepare-for-war/ 

While I maintain skepticism regarding the likelihood of a war between Germany and Russia, I acknowledge the significance of psychological preparedness for the eventuality of war. The inevitability of such a scenario underscores the urgency of priming the next generations accordingly. 

When a senior official of the European Commission, Frans Timmermans, publicly states that his grandson, reaching 31 in 2050, may be forced to engage in conflict over fundamental resources, we must confront the sobering reality of imminent war—a war between this Planet and humanity.

If projections hold true and half of our planet becomes uninhabitable, as asserted by a prominent Oxford professor, we face the displacement of hundreds of millions of individuals. Indeed, the Zurich Insurance Group estimates this figure to reach a staggering 1.2 billion by 2050.

Drawing upon analyses of a climate refugee settlement model presented in the International Journal of Climate Change Strategies and Management, which delineates the moral obligations of the 20 most polluting nations regarding climate refugees, it becomes evident that a single European nation, Germany, could be tasked with accommodating around 72 million climate refugees (the US is obligated to accommodate 120 million climate refugees). The climate refugee settlement model prioritizes per capita CO2 emissions with a 60% weight, followed by ecological footprint at 20%. The remaining 20% is equally divided between per capita GNI and HDI, each contributing 10%.

While there exists no mechanism to compel polluting nations to accept these climate refugees, certain academics posit that the repercussions of climate change are tantamount to acts of war by rich countries against poor countries. Consequently, the latter may, in an act of self-defense, resort to terrorist actions against the polluting industries of the former. Thus, rich nations are left with a stark choice: either recognizing their moral culpability and embracing accountability for their actions, or bracing themselves for the consequences of warranted retaliatory attacks. 

PS – The preceding context aids in gaining a deeper comprehension of the subject discussed last month