Um artigo que peca por se ter esquecido de nomear os “bons” e os “maus” alunos

https://pachecotorgal.com/2025/02/20/investigadores-desenvolvem-exoesqueleto-solar-inovador-para-reabilitacao-energetica-e-arquitetonica-de-edificios-multifamiliares/

Na sequência do post anterior sobre  o desenvolvimento de um exoesqueleto solar inovador para reabilitação energética e arquitetónica de edifícios multifamiliares, faz sentido divulgar o artigo publicado há poucas horas no site Edificios e Energia, sobre um relatório da Comissão Europeia, que analisou o impacto que a eficiência energética teve no consumo de energia na União Europeia ao longo de uma década. Há porém várias coisas importantes que o artigo em causa não menciona, embora elas constem do relatório original. https://edificioseenergia.pt/noticias/relatorio-do-cci-conclui-que-os-estados-membros-devem-intensificar-politicas-de-eficiencia-energetica/

Que ao longo de uma década o consumo de energia no sector residencial da UE diminuiu apenas a miséria de 16% e que uma parte muito substancial dessa redução foi devida ao facto de ter havido Invernos menos rigorosos. Que no referido período houve “bons alunos”, que conseguiram elevadas reduções do consumo de energia como a Irlanda (-46%), Bélgica (-45%) e Dinamarca (-43%) mas também “maus alunos” como por exemplo Malta que teve um aumento do consumo de energia em edificios de 122%. Vide página 40  https://publications.jrc.ec.europa.eu/repository/handle/JRC139305

Aquilo que felizmente o artigo não se esqueceu de referir, foi que o relatório da Comissão Europeia recomenda que os Estados-Membros devem conceder incentivos financeiros e fiscais para a reabilitação energética profunda dos edifícios existentes. Uma recomendação que faz todo o sentido, especialmente para Portugal, onde tem existido uma politica aberrante de conceder incentivos fiscais aos empresários que comprem viaturas de luxo https://pachecotorgal.com/2022/06/03/estado-portugues-perde-milhares-de-milhoes-de-euros-em-beneficios/

PS – No presente contexto vale a pena revisitar o post anterior, onde se divulgou um estudo de investigadores da Suíça e da Alemanha, que analisaram o potencial técnico e económico de 41 milhões de habitações unifamiliares na Europa, para serem autossuficientes sem ligação à rede elétrica https://pachecotorgal.com/2024/10/23/german-swiss-study-shows-that-2-million-european-homes-could-abandon-the-electrical-grid/

Catedrático da Univ. de Coimbra compara jovens investigadores a rémoras que se alimentam de restos

Reproduzo abaixo um pequeno extracto de um interessante artigo do jornal Público, saído da pena de um corajoso catedrático (e vice-reitor) da universidade de Coimbra: 

“…há uma incapacidade de muitos jovens investigadores em sair de zonas de conforto, acreditando na providência, ou que o tubarão para quem trabalham pensa no seu futuro. Como uma rémora, peixe que se liga a um tubarão e se alimenta dos seus restos. A questão é que há sempre muito mais rémoras do que tubarões. E, apesar das juras que possa fazer, um tubarão apenas quer que haja rémoras que possa instrumentalizar, não está verdadeiramente preocupado com a carreira ou precariedade de qualquer uma delas…”  https://www.publico.pt/2025/03/24/ciencia/opiniao/danca-tubaroes-2125899

Neste contexto é bom recordar as palavras de um outro conhecido e corajoso catedrático, actualmente Reitor da universidade da Maia, que em 2018, denunciou num artigo no mesmo jornal Público, que aqueles que são beneficiados na Academia Portuguesa são os que fizeram favores aos mais velhos (leia-se aos tubarões). https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/06/endogamia-academica-e-viciacao-concursal.html

É importante ter presente que a lógica de tubarões e rémoras tinha sido quebrada pela FCT quando há alguns anos atrás instituiu concursos de investigadores,  somente com jurados internacionais, leia-se afastando dos júris todos os tubarões Portugueses, porém há poucos anos, através de um infeliz programa saído da mui fértil imaginação da catedrática Elvira Fortunato, quando a contratação de investigadores passou novamente a ser feita pelas universidades, os tubarões conseguiram finalmente voltar a integrar os júris dos concursos e a poder escolher à vontadinha as rémoras mais dóceis e ou mais familiares. Um retrocesso que esses tubarões muito agradecem, mas que Portugal pagará caro, porque é evidente que muitos investigadores talentosos preferirão ir trabalhar para universidades de topo lá fora, em vez de continuarem por cá a alimentar-se com os restos dos tubarões Portugueses

AI Research Productivity: Insights from 30 Countries in 2025

A search on Scopus reveals that in 2025, more than 16,000 publications included “Artificial Intelligence” in their title, abstract, or keywords. The USA and China lead the list of the most productive countries; however, when adjusted for population, their ranking drops to a much more modest position. Below is a list of 30 countries with at least 100 publications, ordered by the ratio of publications per million inhabitants.

PS –  One publication not indexed in Scopus is a preprint by researchers affiliated with Google, Imperial College, and Stanford University, titled Towards an AI Co-Scientist  The study explores how agentic AI systems can accelerate scientific discovery, particularly through an AI “co-scientist” that refines hypotheses using a structured generate-debate-evolve approach. Instead of relying on brute-force hypothesis generation, this system mimics scientific reasoning through iterative refinement, internal debates, and human feedback.

1 – Singapore………46 publications per million inhabitants
2 – Hong Kong…….40
3 – Norway……….…32
4 – Switzerland…….27
5 – UAE…………..…..27
6 – Finland…..……..27
7 – Ireland…….……..25
8 – Australia…………23
9 – Denmark………..20
10 – Portugal…….…20
11 – Sweden…….….20
12 – UK……………….19
13 – Netherlands…19
14 – Greece……….…17
15 – Saudi Arabia..16
16 – Jordan…………16
17 – Belgium……….16
18 – Austria…….…..16
19 – Canada……..…14
20 – Taiwan…………14
21 – South Korea…13
22 – Italy………….….13
23 – Spain….……….12
24 – Israel……………12
25 – Malaysia.….….12
26 – Germany………11
27 – United States..10
28 – France….………..7
29 – Romania….……6
30 – Poland………….5

O que é que falta a Portugal para se tornar um dos países mais felizes do Planeta ?

No passado mês de Janeiro, ao comentar o facto de haver 1 milhão de Portugueses em teletrabalho, divulguei dados do EUROSTAT, que colocam a Finlândia como o país europeu com a maior percentagem de teletrabalho. Pois bem, acaba de saber-se que no ranking mundial de felicidade a mesma Finlândia é líder pelo oitavo ano consecutivo, enquanto que Portugal, desgraçadamente, aparece na 60ª posição, abaixo da Nicarágua, da Argentina e do Paraguai  https://www.economist.com/graphic-detail/2025/03/20/lessons-from-the-happiest-countries-in-the-world

As razões para isso assentam em impostos bastante elevados (facto que reduz a pó a ladainha hipócrita da Iniciativa Liberal), politicas sociais que funcionam, um baixo nível de desigualdade, baixos níveis de corrupção e um sistema judicial justo e transparente. A única coisa que existe em Portugal, que mais se aproxima da Finlândia são somente os impostos, falta-nos por isso tudo o resto. Quer dizer, são elevados os impostos pagos pelos Portugueses que trabalham por conta própria, pois há muitos em Portugal inclusive com elevados rendimentos que pagam impostos mínimos, vide post “Professores universitários e investigadores pagam mais IRS do que as famílias super-ricas” https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/professores-universitarios-e.html

Tendo ainda em conta que no supracitado e extenso relatório de 260 páginas relativo ao ranking mundial da felicidade, a palavra generosidade é mencionada 17 vezes, merecendo destaque “happiness is more equally distributed in countries with higher levels of expected benevolence……generosity have large impacts on positive affect…”, faz todo o sentido relembrar um post anterior sobre algumas pessoas bastante generosas https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2025/03/a-ligacao-entre-um-portugues-hipocrita.html

Como é que os Portugueses podem ajudar a combater as canalhices do criminoso Trump

https://pachecotorgal.com/2024/11/06/faz-algum-sentido-que-os-contribuintes-portugueses-tenham-que-financiar-as-universidades-do-pais-do-sr-trump/

No passado dia 6 de Novembro, logo no dia imediatamente a seguir às eleições que elegeram o criminoso patife Trump, como o 47º presidente dos estados unidos da américa, questionei no post acessível no link supra, a indecente decisão do Governo de Luís Montenegro de ao mesmo tempo que cortou em 70 milhões o orçamento da ciência Portuguesa (numa dimensão a que nem o Passos Coelho se atreveu), decidiu continuar a utilizar os impostos dos Portugueses para financiar algumas universidades do país do criminoso velhaco Trump e pasme-se “…até vontade de as reforçar” (leia-se aumentar o financiamento). 

Pois bem o académico Norte-Americano Robert Reich, que citei em vários post anteriores, nomeadamente num post de 17 de Fevereiro, quando divulguei o seu artigo Decência em tempo de monstros, vem hoje explicar que a melhor maneira dos europeus ajudarem os Americanos é não ajudarem a financiar o criminoso safardana Trump https://robertreich.substack.com/p/how-our-global-friends-can-help

Pela parte que me toca, depois de no passado ter por diversas vezes criticado os Governos do PS, estou disponível para agora fazer algo que nunca fiz antes, votar no PS, bastando para o efeito, que o candidato a Primeiro-Ministro Pedro Nuno Santos, se comprometa a suspender os protocolos com as universidades do país do criminoso traste Trump, pelo menos até que aquele facínora infernal deixe de ser presidente. 

PS – A referida suspensão é especialmente importante se tivermos em conta o facto da Administração Trump considerar as universidades e os professores universitários o inimigo, leia-se, constituem um entrave à normalização das indecentes politicas da referida Administração.  

O mistério do estranho interesse de Nuremberga por um investigador Português

No inicio de Março, divulguei as localidades Portuguesas com maior afluência ao blogue que tenho alojado aqui, na plataforma WordPress. Entretanto decidi analisar relativamente a esse blogue, a dispersão geográfica dos visitantes de apenas oito países que abaixo se listam (entre os 160 que já visitaram o referido blogue, sendo que o Top 10 é constituído por EUA, Holanda, Finlândia, França, Reino Unido, Austrália, Áustria, Espanha, Canadá e China):

EUA……………..63 localidades

Espanha………..37 

India……………..25 

Itália……………..22 

Reino Unido…..19 

Alemanha………18 

Holanda…………17

China…………….12

Para esse efeito transmiti ao ChatGPT os nomes das 213 cidades, de cada um desses países e solicitei o cálculo de dois índices, o rácio do número de cidades por população do país (IDN) e o rácio do número de visitas da cidade com maior número de visitas, face ao total de visitas desses país (ICMC). Os resultados mostram que os EUA, a Espanha e o Reino Unido são os países que apresentam a maior dispersão geográfica, sendo a Holanda e China os países onde as visitas se concentram num reduzido número de localidades, Amesterdão no caso da primeira, que sozinha, é responsável por quase 90% do tráfego daquele país para o meu blogue e ZhengZhou e Shanghai no caso da China, cada uma destas com um tráfego que curiosamente é muito superior ao de Pequim. 

PS – Relativamente à Alemanha, não se percebe de todo, porque é que Nuremberga aparece no topo da lista, até porque uma pesquisa na base Scopus, sobre a afiliação dos investigadores Alemães que citaram as minhas publicações indexadas, mostra que as cinco primeiras são as Universidades técnicas de Darmstatd, Berlin, Dresden, Aachen e Munique

University of Copenhagen Study of 61,237 Mothers Ties Western Diets to ADHD and Autism Risk in Children

Building on my previous post, “If “You are what you eat”, but also “what your mother ate and your grandmother ate before her” what does it mean that the Czechs consume 500% less fish than the Portuguese?” it’s worth highlighting a recent study led by scientists from the University of Copenhagen has found a strong link between Western-style diets during pregnancy and an increased risk of neurodevelopmental conditions, including autism spectrum disorder (ASD) and attention deficit hyperactivity disorder (ADHD). 

The study analyzed data from 61,237 mothers and their children, examining how dietary habits during pregnancy correlated with the likelihood of children developing ADHD or autism. Even small shifts toward a Western diet—characterized by high consumption of fat, sugar, and refined foods, and low intake of fish, vegetables, and fruit—were associated with a notable increase in ADHD risk. In one cohort, a similar association was found with autism. Researchers accounted for potential confounding factors, such as genetic predisposition and the children’s own diets, strengthening the credibility of the findings. https://www.nature.com/articles/s42255-025-01230-z

PS – In August of last year, I revealed that a study by the Tax Justice Network shows that countries could generate nearly $2 trillion annually by implementing a wealth tax targeting the wealthiest 0.5%. This immense revenue could be a game-changer, providing governments with the crucial resources needed to tackle the devastating nutritional challenges in low-income areas—challenges that directly contribute to a rising tide of neurodevelopmental conditions in children born to mothers in these communities. By addressing these issues, we could create a future where every child, regardless of their background, is given a fair chance to thrive, free from the risk of neurodevelopmental conditions linked to poverty.

Os Portugueses manhosos que andam cá para encher o bolso e os Portugueses audaciosos que pagam do seu bolso para defender o interesse público

Sobre os tais dois corajosos Portugueses, que em 2023 foram objecto de elogio público pelo Director-geral editorial adjunto, da revista Sábado, Eduardo Dâmaso, é pena que o mesmo não tenha sido estendido também à conhecida Ana Gomes, que acaba de juntar ao seu logo currículo de corajosas e ferozes criticas a gente com muito poder, uma recente queixa movida contra si pelo poderoso grupo Solverde, o tal grupo que pagava uma avença de quase 5000 euros por mês ao Primeiro-Ministro Montenegro, sobre o qual na última edição da mesma revista Sábado, o mesmo Eduardo Dâmaso questiona “…saber se Luís Montenegro poderá ser investigado pelo crime de recebimento indevido de vantagem…” .

Nesse longo e corajoso currículo, contam-se por exemplo, as denúncias que fez enquanto eurodeputada, sobre a corrupçáo do Primeiro-Ministro de Malta, que lhe valeram ameaças de morte ou o facto de ter sido a primeira pessoa neste país a criticar a princesa Angolana Isabel dos Santos, cujos advogados, pagos com dinheiro de origem duvidosa, lhe moveram uma acção exigindo o pagamento de 5000 euros por, cada dia que os seus tweets estivessem online.   https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/12/o-preco-da-coragem.html 

Ou mais recentemente as suas criticas contundentes contra o dono da TVI, que no tribunal de primeira instância, lhe valeram uma condenação de mais de 10.000 euros, da qual foi felizmente absolvida após interposição do devido recurso para o Tribunal da Relação do Porto.  O que significa que ao longo da sua vida, a Ana Gomes, gastou do se bolso dezenas de milhares de euros em custas judiciais e despesas com advogados, para defender não o seu interesse particular, mas sim o interesse público. Facto que é especialmente importante nos perigosos tempos em que vivemos, em que o poder económico, não se coibe de tentar silenciar quem critica as suas acções, mesmo que aquelas sejam profundamente lesivas do interesse público  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2025/01/no-mundo-como-esta-precisamos-de-gente.html

Declaração de interesses – Declaro que sinto uma evidente repulsa por todos os grupos económicos que enchem o bolso por conta de “negócios”, com margens de lucro garantidas pelo Estado (que são o equivalente à Salazarista lei do condicionamento industrial) e mais ainda relativamente aqueles que se dedicam a vergonhosas práticas de cartelização, que quando são apanhados, e ao invés de pedirem desculpas públicas, como fizeram os bancos na Inglaterra, ainda tem o descaramento de mandar dizer que nada fizeram de condenável. E já nem falo das empresas que poluem à vontadinha com total impunidade https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/08/a-empresa-estrangeira-que-esta.html

PS – Um certo jornal informa hoje que os funcionários do fisco que acederam a informações sobre a casa do Primeiro-Ministro Montenegro, serão agora sujeitos a processos disciplinares. Compare-se esta pouca vergonha, com aquilo que se passa noutros países europeus, onde qualquer cidadão, a partir da sua casa, pode saber tudo sobre a situação patrimonial dos políticos desses países https://pachecotorgal.com/2025/02/22/a-clausula-pidesca-para-tentar-esconder-o-rico-patrimonio-dos-politicos-portugueses/

The Economist – Higher testosterone levels have a positive impact on earnings

An article in the latest edition of The Economist highlights interesting research from the UK, Germany, and New Zealand, revealing a strong positive correlation between higher testosterone levels and increased earnings. To explore underlying mechanisms, the researchers assessed personality traits using the Big Five Inventory, which measures Openness, Neuroticism, Extraversion, Conscientiousness, and Agreeableness. In addition, they examined two key behavioral markers: risk-taking tendencies and cognitive numeric skills, both of which are known to influence financial decision-making and professional success. https://www.economist.com/finance-and-economics/2025/03/13/more-testosterone-means-higher-pay-for-some-men

PS – It’s a pity that the study did not include an assessment of psychopathy levels among participants. For a discussion on this intriguing aspect, refer to the previous post: “Unraveling the Enigma of Success: The Intersection of Decision-Making, Personality, and Psychopathy.” https://pachecotorgal.com/2022/06/06/why-some-people-succeed-where-others-cannot/

Univ. de Coimbra desfere um forte contra-ataque na hegemonia da Univ. de Lisboa

Depois de em 2022, a Universidade de Coimbra ter perdido a taça de campeã nacional de artigos “despublicados”, para a universidade de Lisboa, eis que uma análise à plataforma Scopus mostra que a Universidade de Coimbra ainda não se deu por vencida e pretende voltar a ser campeã nacional, já que conseguiu muito recentemente recuperar a quase totalidade da diferença que a separava da Universidade de Lisboa. Vide imagem, onde se apresentam as curvas correspondentes aos valores acumulados de artigos “despublicados”

PS – Seja como for e até que consiga efectivamente “roubar” a dita taça à universidade de Lisboa a universidade de Coimbra pode contentar-se com a lustrosa taça de campeã nacional da endogamia académica https://pachecotorgal.com/2023/03/13/novo-estudo-da-dgeec-revela-que-a-universidade-de-coimbra-e-a-campea-nacional-de-endogamia-academica/