Em profundo desacordo com a fragilíssima tese de um conhecido catedrático jubilado

Sendo certo que várias vezes partilhei das opiniões do catedrático jubilado Vital Moreira, a quem publicamente já admiti reconhecer “elevada sapiência e invulgar sensatez“, o facto é que desta vez aquele exagerou (errou) no post que ontem publicou no seu blogue, onde comentando um patético manifesto de 50 “personalidades”, tenta defender a frágil e esdrúxula tese, segundo a qual os políticos nem sequer conseguem dormir tal é a imensidão do pavor que sentem com o Ministério Público https://causa-nossa.blogspot.com/2024/05/manifesto-dos-50-3-contra-politica-do.html

A contra prova essa é fácil de fazer. Foi o Presidente do Sindicato dos Juízes que afirmou que há neste país quem tenha enriquecido na politica e se ande a rir de todos nós. Pelo que se conclui que só “personalidades” que vivem no mundo da lua é que podem achar que os políticos tem medo do Ministério Público. E porque é que eles haveriam de ter medo se foi a própria Procuradora Maria José Morgado que escreveu que em Portugal a corrupção está protegida pela própria lei ?

Os políticos deste país teriam medo era se por cá houvesse lindas leis penais como aquelas que existem na França, as quais permitiram em tempo recorde, julgar e condenar a penas de cadeia efectiva dois ex-primeiros Ministros https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/12/socialista-sem-pingo-de-vergonha-na-cara.html Aliás a falta de medo dos políticos Portugueses é tanta ou tão pouca, que até há autarcas condenados por corrução que se recusam a abandonar as câmaras municipais. 

E se algum dia houve de facto medo por parte dos políticos, foi só enquanto o corajoso juiz Carlos Alexandre trabalhou no Tribunal Central de Instrução Criminal, onde teve a seu cargo um elevado número de processos criminais escandalosos, mas políticos cobardes e velhacos não descansaram enquanto ele não tivesse que sair de lá.

PS – Quem não foi nada meigo com as indecentes propostas inscritas no manifesto das tais 50 (tristes) “personalidades” foi o implacável Eduardo Dâmaso, que sobre as referidas não teve medo de escrever “…perderam mesmo o decoro e entregaram-se de vez aos interesses de alguns advogados de negócios que inspiram o deplorável manifesto”