Na parte final do post anterior divulguei 10 conselhos do ChatGPT, que podem contribuir para o aumento da criatividadade de cientistas (e não só), porém o aumento da criatividade dos cientistas representa apenas uma face da moeda, da inversão da redução da disrupção da ciência, a outra face é a do aumento do número de cientistas rebeldes, que segundo o conhecido físico Carlo Rovelli, são imprescindíveis para protagonizar essa disrupção https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/academia-portuguesa-necessita-de.html
Quando se pede ao ChatGPT uma lista com sete conselhos para aumentar o número de cientistas rebeldes, a resposta dele é aquela que abaixo se reproduz.
Sobre o último conselho, que entendo como particularmente importante, recordo o post de 7 de Janeiro, sobre um autor alemão e o seu livro que explora a complexidade de lidar com os fracassos. Um tema crítico que devia merecer muito maior ênfase nas universidades, porquanto a resiliência é a pedra angular do sucesso empresarial, sendo por isso vital na actual economia do conhecimento e no contexto da criação de empresas de base tecnológica.
1 – Establish a culture that values and rewards risk-taking in research.
2 – Encourage conferences and symposiums that promote disconnection from mainstream ideas.
3 – Identify and celebrate scientists who challenge conventional thinking and norms.
4 – Develop awards or recognition programs for scientists who successfully challenge established norms.
5 – Establish mentorship programs that pair young researchers with experienced rebel scientists.
6 – Encourage a culture where failure is seen as a valuable learning experience rather than a detriment to one’s career.
7 – Create spaces for sharing failure stories to reduce the stigma associated with unconventional approaches.
Se houve alguma altura na história em que a Humanidade mais necessitou de cientistas rebeldes é agora, em que até mesmo reputados cientistas fazem apelos bastantes explicitos a essa rebeldia: “scientists should join civil disobedience movements to fight these unprecedented crises.” https://www.nature.com/articles/s41559-019-0979-y
PS – Sobre o tema supra vale a pena revistar o post anterior sobre o medo na Academia Portuguesa https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/04/como-pode-universidade-interpelar.html