Será que os docentes e investigadores, que mais tem contribuído para impedir que Portugal faça má figura, não mereciam, no mínimo, que o Estado lhes pagasse parte daquilo que todos os anos deixa de lhes pagar ?

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/05/producao-de-livros-indexados-na-scopus.html
Ainda na sequência do post anterior, acessível no link supra,  lista-se abaixo o desempenho de várias instituições de ensino superior Portuguesas, relativamente à produção absoluta de livros indexados na Scopus, durante o triénio 2021-2023 e ainda durante o biénio 2022-2023, somente para aquelas instituições de ensino superior que tenham produzido pelo menos 3 livros indexados.

Triénio 2021-2023

ULisboa…………………….70 livros indexados

U.Aveiro……………………62

U.Nova……………………..54

U.Coimbra………………..48

U.Minho……………………40

U.Porto……………………..39

ISCTE………………………22

IPPorto……………………..21

U.Madeira………………….9

U.Évora……………………..8

UBI…………………………..7

UALG……………………….5

IPSetúbal……………………5

IPCoimbra………………….5

IPCA…………………………3

IPSantarém………………..3

IPViseu……………………..3

IPBragança………………..3

Biénio 2022-2023

U.Aveiro…………………..47 livros indexados

U.Lisboa…………………..46

U.Nova……………………..37

U.Coimbra………………..32

U.Porto…………………….29

U.Minho…………………..24

IPPorto…………………….16

ISCTE……………………..12

UMadeira………………….9

UBI………………………….4

UALG………………………4

IPCoimbra………………..4

U.Évora……………………4

IPCA………………………..3

IPBragança……………….3

No presente contexto é pertinente recordar que no triénio 2021-2023, a Universidade de Oxford, que recorde-se tem menos docentes do que a universidade de Lisboa, produziu 431 livros indexados, mais do que todas as instituições de ensino superior Portuguesas juntas. Na verdade quando se compara toda a produção científica global, indexada na base Scopus, entre o Reino Unido e Portugal, para o período 2020-2023, descontadas as diferenças populacionais, isto é em termos de publicações por milhão de habitantes, chega-se à conclusão que o Reino Unido leva uma vantagem absolutamente mínima de 2,2%. Porém quando a comparação é feita analisando somente os livros indexados, então constata-se que o Reino Unido, leva uma vantagem de 240% !!!

É claro que não deveria ser necessário recordar, que os livros adquiriram nas últimas décadas uma importância acrescida, pois como divulguei em 2018, a Ciência tornou-se refém de um dilúvio de publicações avulsas (e irrelevantes), havendo por isso necessidade de “parar” para analisar o que é que a Ciência efectivamente já produziu, condição fundamental para evitar que haja quem ande a perder tempo (e dinheiro) a tentar inventar a roda: “…science has become stifled by a publication deluge destabilizing the balance between production and consumption….” e também o fiz posteriormente em Outubro de 2021, divulgando um estudo baseado em 90 milhões de artigos, que confirmou o referido dilúvio  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/the-deluge-of-papers-is-obstructing_13.html e novamente o fiz em Novembro desse mesmo ano, recordando as palavras do prestigiado cientista, Vladen Koltun, Koltun clearly states that researchers should publish less and also asserts that metrics should play a pivotal role in mitigating publication inflation“. 

PS – E será que aqueles docentes e investigadores, que mais tem contribuído para impedir que Portugal faça ainda mais má figura, face ao supracitado desempenho do Reino Unido, não mereciam, no mínimo, que o Estado Português lhes pagasse pelo menos uma parte, daquilo que todos os anos deixa de lhes pagar https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/04/a-peticao-pela-valorizacao-dos-salarios.html ou será que aquilo que eles fazem, vale muitíssimo menos, do que os extraordinários serviços prestados à pátria, pelos políticos que recebem subvenções vitalícias,  como o Dr. Armando Vara, que aufere uma pensão de 8551 euros/mês, sendo 3961 euros correspondentes aos descontos que realmente efectuou para a merecer e 4590 euros respeitantes à subvenção vitalícia ?